ENTRE OUTRAS CRÔNICAS

BLOG

Um blog sobre o livro
"Por que os homens não voam?"
entre outras crônicas
de Pablo Morenno

O livro traz as crônicas:

Parte I - Sobre cacos de vidro

- Sobre cacos de vidro
- Sles estão chegando
- Órfão dos filhos
- Sobre a culpa das janelas de vidro
- Jó e o buraco negro
- Máquinas para atender
- Quem tem medo de lobo mau?
- O menino mágico
- O roubo do cata-vento verde-amarelo
- Como comprar bem um bichinho
- Esperar é humano
- Oração da hipocrisia
- Ee frio, empréstimo e outras coisas
- Onde está Peter Pan?
- Davi e as forças da vida
- Las brujas de plástico
- Pássaros não têm dentes
- Álvaro

Parte II - Cavalos que ventam

- Cavalos que ventam
- Em defesa do amor
- Procaína
- Sobre vivos e mortos
- Sem extravagâncias
- E Deus fez a mulher
- A raposa e os sonhos verdes
- A bênção, palavra!
- Desejo meus desejos
- Por que os homens não voam?
- Se a alma não for pequena
- Coisas pequenas podem ser grandes
- Fale com ela, e com todos
- Como uma onda no mar
- A hora da claridade
- Às Mães
- A economia do amor
- Dinheiro como água
- Curioso cantar de curió
- Concertos e desconsertos
- Segredo de Natal
- Nós e a terra, ainda...

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Segunda-feira, Novembro 17, 2008

Último post, última crônica... Eu em meus textos... Meu eu neste blog. Me sinto uma escritora ao escrever estas breves linhas de um trabalho. Talvez por gostar de contos, crônicas, roteiros e poesias. Talvez por me declarar uma romântica, uma amante da vida. Mas deixemos para os verdadeiros poestas falarem sobre o amor à vida. Eu apenas falo do meu amor à mim mesma e nos meu atos.

Mas não exponha o amor à extravagâncias, como Pablo Morenno sugere na crônica Sem Extravagâncias já citada anteriormente.

Então eu apenas vivo nesta utopia de conciliar cães e gatos, e planejar meu mundo sem cair do muro... Relembrando Sobre cacos de vidro.

Eis que surge o post sobre minha crônica favorita. A que dá o nome a este blog. A que mais me fez amar o livro de crônicas Por que os homens não voam?, de Pablo Morenno.
Uma crônica que se encaixa muito bem em uma época de minha vida. Ela me recorda um amor que nunca mais vivi. E por ironia do destino, a primeira vez que li o livro inteiro foi ao pegar ele emprestado desta pessoa que eu gostava. Já conhecia o livro há mais tempo, mas nunca tinha o lido por completo.



Indo às vias de fato, Sobre a culpa das janelas de vidro me mantém apaixonada pelas crônicas de Pablo Morenno. Uma perfeita metáfora para aqueles amores que passam por nossa vida, deixam um pouco de si em nós e desaparecem... Deixando uma ferida de amor aberta no peito.

"Agora sofro a sina de quem ama o impossível e que não pode sair gritando este amor pelas ruas ou escrevê-lo nas portas das catedrais."


Esta é a frase da crônica que esteve escrita em minhas fotos, no meu MSN por várias vezes. É minha frase preferida.



Semestre passado, ao fazer a disciplina Técnicnas de Roteirização Audiovisual, um dos meus roteiros de ficção foi baseado nesta crônica. Mas sem empregar a metáfora ao dia-a-dia. No roteiro tinha um anjo de verdade e uma mulher sozinha no mundo que precisava de um amor.

Queria muito, de verdade, saber qual foi a inspiração de Pablo Morenno para esta crônica. Acho que um dia escrevo um e-mail para ele para saber!

Uma música que lembrei fazer parte da minha vida na época em que a crônica esteve mais presente nela era uma da Tânia Mara:
Se Quiser

Ou assista o clipe


posted by Cary Immig às 01:15

Domingo, Novembro 16, 2008

Voltando às crônicas do livro, venho com Sobre vivos e mortos...

Nesta, Morenno fala sobre o que impulsiona a roda d'água do universo. Ele diz:

"Para mim, continuar vivo é manter verde a árvore do apaixonar-se e ter sempre uma brasa de indignação faiscando."




O autor usa dois parágrafos para explicar dois tipos de pessoa que ele chama de "morto-vivo": os medíocres e os alienados.

Medíocres porque se conformam com tudo e não vão atrás do que deveriam. Não se apaixonam, e aceitam tudo que acontce de errado sem se indignar.

Alienados porque só utilizam da palavra alheia... Eles até podem sentir paixão ou indignação, mas pela falta de coragem utilizam-se da palavra dos outros a sua.

Penso que eu sou um bom exemplo de vivo, bem vivo. Pois não baixo a cabeça às coisas que me deixam indignada. Mais ou menos naquela "me ferro, mas não fico quieta". Se vejo que algo não está certo, continuará não estando e que ninguém fará nada para mudar isto eu vou e me manifesto. Assim como não deixo de me apaixonar e declarar meu amor à pessoa. Ou até me apaixonar por algo, como a última crônica da qual falarei

Faço das palavras de Morenno as minhas, quando falando à respeito da indignação:
"Só estou defendendo aqui minha vida, com idéias, unhas e dentes, sendo "unhas e dentes" apenas força de expressão."


Afinal, de que adianta ficar quieto, se contentando com o mínimo, ou suportando algo que esteja errado?

Concordo com Morenno. Manter-se vivo é indignar-se e poder se apaixonar.



Para descontrair um pouco, um morto-vivo bem vivo.. hehe


posted by Cary Immig às 22:01

Sábado, Novembro 15, 2008

Mais uma crônica de Pablo Morenno que não está no livro. Autor ou personagem é uma crônica instigante. Ela faz pensar muitas coisas...

Morenno arrisca ao dizer que certos "prêmios" são manipulados, oferecidos em troca de dinheiro. Mas será que para ter glamour, sucesso, ser lembrado, ter o nome em alguma rua da cidade precisa gastar dinheiro?

Na situação que Morenno viveu, sim.

"O diploma e o troféu lhe serão entregues numa festa no clube “y” onde terá um jantar de homenagem. Quando será a festa e qual o traje? Perguntei com toda minha vaidade à flor da pele. Bom, só tem um porém - disse a voz ao telefone sem dar resposta ao que havia perguntado -, o senhor terá que fazer um investimento de R$ 2.000,00 para cobrir parte da festa e a pesquisa feita. Além disso, temos 30 convites para seus convidados a R$ 100,00 cada um."


Tudo isto para ser "o colunista mais lembrado do ano", mas pra quê?

Acho uma vergonha que existam pessoas que se favoreçam pela vontade ou sonho das pessoas de serem famosos...

Como já diria Mário Quintana:
"Biografia

Era um grande nome - ora que dúvida!
Uma verdadeira glória.
Um dia adoeceu, morreu, virou rua...
E continuaram a pisar em cima dele."


Então para que esperar que seu nome seja dado à alguma rua Ou lembrado por um jornal, em uma grande festa sendo que é você que paga tudo?

Acho que Pablo Morenno faz um bom trabalho. E talvez ele ficaria feliz em saber que teve seu trabalho homenageado por uma estudante que um dia assistiu sua palestra e leu seu livro.


Pablo Morenno


Mário Quintana é um que acho que nunca pagou grande quantidade de dinheiro para receber reconhecimento.
Ele ganhou até uma Casa de Cultura em Porto Alegre!

Um pouco de Mário Quintana, meu poeta preferido:


posted by Cary Immig às 23:02

Segunda-feira, Outubro 20, 2008

A primeira crônica do livro chama-se Sobre cacos de vidro. Neste conto Morenno conta sobre um gato que anda por cima dos cacos de vidro quem têm em cima de um muro e do que há de cada lado dele: de um lado um cachorro feroz que o observa; do outro, uma piscina com uma água a ser temida pelo gato. Mas por que gatos têm tanto medo de água, questiona-se Morenno... Ele questiona o que poderia ser... Nas palavras dele:
"Será que os gatos não ficaram traumatizados com o dilúvio? Sabe-se lá, se Noé não os teria deixado entre os últimos a carregar na arca."

E conclui o pensamento dizendo:

"Difícil entender este medo de água dos gatos!"




Depois de contar sobre o que se passa com o tal gato, Morenno começa uma comparação da vida do gato à vida dele. Dizendo que o gato tem sete vidas para se arriscar no muro indo e vindo quantas vezes quisesse, mas que ele (Pablo Morenno), tem apenas uma vida para viver no mundo e que não pode voltar atrás para pegar experiência...

Quando fui atrás de um vídeo pra colocar neste post pensei "bom, na casa nova que construíram aqui do lado, colocaram um muro bem grande, do lado do vizinho tem uma piscina, no meu tem duas cadelas e eu tenho um gato.. Vou só colocar uns cacos de vidro em cima e fazer meu gato caminhar enquanto filmo"... Mas dai pensei que ia dar muita função e desisti da idéia maluca.. Então insiro este vídeo que pelo menos mostra um gato sobre um muro e um cachorro tentando pegá-lo..



posted by Cary Immig às 18:11

Domingo, Outubro 19, 2008

Quando se ama, deve-se gritá-lo aos sete cantos, ou guardar para si e para o amado?
Na crônica Sem Extravagâncias, Morenno manda que todos sejam discretos ao amar... Que a mais ninguém interessa o fato a não ser aos amantes.

Ele começa o conto enfatizando que um amor exposto ao mundo corre riscos. Que alguém pode sentir inveja e querer acabar com este amor.

Morenno aconselha amar a pessoa amada, e não amar para os outros. Conte ao ouvido da pessoa amada seus sentimentos. E não grites ao mundo. Como Morenno diz:

"Esquece as declarações públicas, as faixas em aviões. Deixa o amor na alma, no coração e na mente."




Eu, particularmente nunca deixei de demonstrar o quanto amava alguém. Mas depois de ler esta crônica comecei a repensar sobre. Principalmente pelo fato de uma vez contar meus sentimentos para a pessoa mais errada possível. Àquela que nunca deveria ter ficado sabendo de nada. Pois ela usou meu amor contra mim e hoje namora com o cara. E isso me ensinou a ficar mais quieta.

Morenno também diz na crônica que o amor não sustenta esnobismo. Que não é para ser convencido para o amado. Que não pode ficar demonstrando para um "público" a relação dos amantes, que isto é para o aconchego de casa. E que o amor não sustenta vulgaridade.

Esta crônica contraria a música de Cazuza:
Exagerado

posted by Cary Immig às 22:23

Sexta-feira, Outubro 17, 2008

Mais uma crônica de Morenno que não faz parte do seu livro "Por quê os homens não voam?"
Pais ou filhos? Quem são os culpados?
Na crônica De homem pra homem, Morenno fala basicamente da relação entre pais e filhos, seus conflitos, carências, desentendimentos...

Demonstra como é difícil para os pais achar sentido nas ações de seus filhos e também para os filhos entenderem o pensamento dos pais.

A crônica também traz trechos da canção "Pais e Filhos" do cantor e compositor Renato Russo.



Não há como lê-la e não achar nenhuma relação entre as palavras do autor com acontecimentos de nossa vida. Afinal, quem nunca se desentendeu com seus pais ou com seus filhos?

Todo pai já errou tentando acertar, já protegeu demais, assim como todo filho já disse algo que se arrependeu, ou então já desobedeceu, já passou do horário...

Os desentendimentos existem, mas o afeto entre pais, filhos e demais familiares fazem com que uns entendam os outros e se aceitem da maneira que são.

Gosto muito das músicas de Renato Russo. E juntá-la a uma crônica de Pablo Morenno torna-se algo mágico.

Aí relembrando a crônica Por que os homens não voam, coloco este trecho da crônica da qual venho falando neste post.
"O mundo será humano quando não houver mais jovens jogando-se de janelas para descobrir o vôo e quando nenhum pai for preso em um asilo, se de asas fracas."


posted by Cary Immig às 23:10

Quinta-feira, Outubro 16, 2008

Para não me prender só as boas crônicas do livro de Pablo Morenno, utilizo neste post uma crônica que não está no livro.

Deus emagrece fala sobre a nova moda de emagrecimento dos Estados Unidos: Deus!

Oh my God! O que mais falta para a igreja inventar?

Como diria um conhecido meu "A Igreja católica é a maior empresa do mundo"... E eu acho uma baboseira ficar inventando maneiras para tirar dinheiro das pessoas. Sou católica, acredito em Deus. Mas não acho que preciso de uma religião para me comunicar com Ele!

Agora, emagrecer por causa de Deus?! Acho que prefiro a dieta do flash que apareceu em uma reportagem do Fantástico esses dias.

Morenno enfatiza:

"O segredo dos americanos é usar Deus com resultados efetivos, enquanto nós no terceiro mundo só usamos o todo-poderoso para fazer procissão."


Procissão sim emagrece, a pessoa caminha por muito tempo distâncias longas. Mas mesmo assim, não concordo com procissões.

Mas formar grupos de auto-ajuda dentro da igreja para emagrecer?! É demais!

Deus, pelo seu amor por nós, livre os estadunidenses dos hambúrgueres e das coca-colas. Amém!


posted by Cary Immig às 19:39

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Para este primeiro post sobre uma das crônicas de Pablo Morenno, escolhi a crônica homônima ao título do livro: Por que os homens não voam?

Em seu site, Morenno diz

"Quando perguntei para minha professora da terceira série primária "por que os homens não voam?" ela me mandou ler O Menino de Asas de Homero Homem. Impressionado, pulei de um chiqueirão de porcos com um guarda-chuva. O guarda-chuva emborcou como nas tempestades e acabei caindo no esterco. Só depois do acontecido, minha professora me explicou o que era metáfora e que as asas dos homens estavam por dentro."




Nesta crônica, Morenno fala sobre o por quê dos homens não terem asas, sobre o que os humanos perderiam se tivessem asas.
Ele questiona como abraçaríamos, a ausência do carinho na pele, não poder beijar um corpo, que não se passearia de mãos dadas.
Além de que o corpo seria coberto de penas. Morenno ainda questiona como seria a Gisele Bündchen emplumada.

Depois de ler esta crônica eu perdi a vontade de ter asas para voar. Mas não que eu não quisesse voar como o Super Homem, sem penas nem asas...

posted by Cary Immig às 16:28

Sábado, Outubro 11, 2008

Quando eu estava no segundo ano do ensino médio, na Escola Ernesto Alves de Oliveira, houve uma semana literária. Durante essa semana houve palestras com autores de livros. Pablo Morenno foi um dos autores que palestrou. Ele veio com o intuito de, dentre outras coisas, divulgar seu primeiro livro, no caso, o que me levou a fazer este blog.
Na ocasião fiquei realmente tentada em comprar o livro. Mas como não tinha dinheiro ficou por isso mesmo.
Em função da palestra com Morenno, nas aulas de literatura tivemos que fazer alguns trabalhos sobre suas crônicas. Eis que ao ler algumas me apaixonei pelo livro. Em especial por uma crônica que falarei em outro post.


posted by Cary Immig às 15:05

Sexta-feira, Outubro 10, 2008

Este blog tem por objetivo falar um pouco sobre o livro de crônicas Porque os homens não voam?, dentre outras crônicas de Pablo Morenno.
Pablo Morenno nasceu em Santa Catarina, na cidade de Belmonte e hoje mora em Passo Fundo, Rio Grande do Sul.
Morenno é formado em Filosofia e em Direito, é professor de Espanhol em cursinhos pré-vestibular e escreve crônicas e poesias. Algumas crônicas Morenno escreve para jornais como O Nacional de Passo Fundo, Nossa Cidade de Marau...
Morreno ainda mantém um blog onde conta sobre sua vida, suas palestras, suas crônicas, e etc...


posted by Cary Immig às 18:34